Fomos convidados pela Nissan para participar de uma das etapas da “Expedição Nissan: À procura do início do Brasil”, que já visitou sítios arqueológicos em Minas Gerais e Piauí no segundo semestre do ano passado. Fizemos um roteiro de 3 dias na Chapada dos Guimarães em trechos on e off road, entre plantações, cachoeiras, chapadas e paredões com algumas das pinturas rupestres mais antigas do Brasil.

Para chegar na Chapada dos Guimarães a cidade com aeroporto mais próximo é Cuiabá. Ficamos apenas uma noite hospedados no Hotel Gran Odara, na capital do Mato Grosso. O hotel é incrível, pena que não deu tempo para curtir tudo que ele oferece. O quarto era enorme, extremamente confortável e com decoração rústica luxuosa, com um banheiro moderno e espaçoso. O café da manhã possui inúmeras opções saudáveis e itens típicos da região.

Depois de um belo reforço matinal, nos preparamos para pegar a estrada rumo a Chapada dos Guimarães. Já na frente do hotel estavam 15 unidades da nova Nissan Frontier 12ª geração. Falarei mais das novidades do carro durante a matéria, mas garanto que além da modernidade, do design totalmente novo e robusto, a peça-chave é a estrutura ainda mais resistente, leve e eficiente. Com chassi reforçado em duplo “C” o veículo fica ainda mais resistente às tensões da torção da carroceria durante as trilhas fora do asfalto.

Rumo a Chapada dos Guimarães com a Expedição Nissan
Rumo a Chapada dos Guimarães com a Expedição Nissan

3 atrações do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

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Durante toda a viagem tivemos a companhia dos arqueólogos Caroline Bachelet, doutora do Museu Nacional de História Natural de Paris, e Levy Figuti, também doutor do Museu Nacional de História Natural de Paris e professor doutor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. As visitas aos sítios arqueológicos eram uma verdadeira aula com teoria e prática.

Veja abaixo o que fizemos no roteiro de 3 dias na Chapada dos Guimarães durante a Expedição Nissan. E no fim deste post tem um vídeo completo com os melhores momentos da viagem. Não deixem de assistir! Ou clique aqui para assistir no YouTube (aproveita pra se inscrever em nosso canal).

Roteiro de 3 dias na Chapada dos Guimarães

1º Dia – Sítio Arqueológico Santa Elina e Cachoeira do Pingador na Chapada dos Guimarães

Após deixarmos nosso hotel em Cuiabá com a frota de 15 Nissan Frontier, seguimos rumo ao município de Jangada, onde está localizado o sítio arqueológico de Santa Elina, um dos mais importantes do Brasil e da América do Sul. Passamos por trechos on e off road, provando as qualidades da nova Nissan Frontier premiada 8x como “Picape do Ano”.

Localizado na Serra das Araras, no município de Jangada, o sítio arqueológico de Santa Elina tinha a ossada de um bicho-preguiça gigante, cuja extinção ocorreu há 10 mil anos. No local descobriu-se também mais de 25 mil artefatos e, dentre eles, vários que comprovam a convivência humana e da fauna e com mais de 27 mil anos. O Mato Grosso tem cerca de 792 sítios arqueológicos cadastrados, que variam desde os feitos com pedras a registros rupestres.

Sítio arqueológico de Santa Elina
Sítio arqueológico de Santa Elina

O sítio fica próximo da Fazenda Santa Elina e os carros chegam bem perto do início da trilha (uma caminhada rápida de 10 minutos). Durante a visita, a Nissan deixou sua contribuição para a divulgação de importantes sítios de arte rupestre do Brasil. A empresa fez a doação de uma carreta que será utilizada para o transporte de visitantes da sede da fazenda Santa Elina até o sítio, um trajeto com cerca de dois quilômetros, trazendo mais comodidade para as pessoas que querem conhecer as pinturas rupestres.

De lá, seguimos rumo ao distrito de Água Fria, já na região da Chapada dos Guimarães. O objetivo era chegar na Cachoeira do Pingador, que com seus 12 metros de altura, é uma das mais bonitas da chapada pois suas águas cristalinas formam uma piscina natural.

Cachoeira do Pingador - MT
Cachoeira do Pingador – MT

A cachoeira fica na estrada de terra que liga Chapada ao distrito de Água Fria. Quem faz esse roteiro é uma parada obrigatória para conhecer a cachoeira, que fica dentro da propriedade do senhor hospitaleiro Durvalino da Mata. Só é possível entrar com guia credenciado que você pode contratar facilmente na cidade.

A Cachoeira do Pingador possui 12 metros de altura e é uma das mais bonitas da Chapada dos Guimarães. A água é cristalina e forma-se uma piscina natural abaixo da queda onde é possível nadar. As margens são de areia fininha, que parece uma praia. Um lugar perfeito para famílias com crianças, pois não é funda.

Uma das coisas que mais curti é que a Cachoeira do Pingador fica num paredão negativo, ou seja, é possível passar andando por trás dela sem se molhar. São poucas as cachoeiras no Brasil e no mundo que isso é possível de ser feito. É lindo e diferente.

Cachoeira do Pingador - MT
Cachoeira do Pingador – MT
Cachoeira do Pingador - MT
Cachoeira do Pingador – MT

Foram mais de 300 km percorridos nesse primeiro dia da expedição. Chegamos enfim na Pousada Penhasco, a melhor base para quem visita a Chapada dos Guimarães. Ela fica de frente para um enorme vale onde é possível observar um mar de nuvens se formando nos fins de tarde e inícios de dias. Um espetáculo.

2º Dia – Sítio Arqueológico Vale das Perdidas, em Jaciara e Crista do Galo, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Acordamos cedo para ver as nuvens se formando na Pousada Penhasco e posso garantir que é um espetáculo da natureza. Ainda tava bem friozinho e pude curtir o visual deitado na rede da varanda, enrolado no cobertor. Fiquei uns 30 minutos apreciando a cena e enfim fui tomar um café da manhã para dar início a mais um dia da “Expedição Nissan: À procura do início do Brasil”.

Pegamos estrada para conhecer o Vale das Perdidas, que fica na cidade de Jaciara, ao sul do Mato Grosso. O local, ainda pouco estudado e que surpreende os arqueólogos por sua riqueza, tem pinturas rupestres com mais de cinco mil anos de existência.

As pinturas rupestres de Jaciara ainda são pouco estudadas. As principais foram localizadas no Vale das Perdidas, que abriga uma rocha com pinturas rupestres de quase cinco mil anos. Os painéis retratam a vida na era paleolítica das famílias que viviam na região. Os desenhos mostram cenas interessantes de rituais espirituais, animais, caçadas e até de sexo. Alguns desenhos demonstram os pênis dos homens.

Aproveitamos a visita ao local e plantamos mudas de Ipê Amarelo na entrada da Fazenda Vale das Perdidas, onde está localizado o sítio arqueológico, como legado da Expedição Nissan. Inclusive até assinamos as placas que fincamos no pé das árvores para lembrar desse momento.

O Vale das Perdidas fica entre corixos, pequenas quedas e uma intricada vegetação, e a “Gruta das Perdidas”, que também tem pinturas e inscrições rupestres com a mesma idade. O lugar foi descoberto em 1984 por um pesquisador francês e conta com sete sítios catalogados – porém apenas dois são abertos para visitação pública.

No caminho pro almoço pegamos um forte temporal que deixou a trilha offroad ainda mais divertida em meio aos campos de plantação de soja. A picape enfrentou sem medo os enormes lamaçais formados e foi bonito de ver a lama voando pelas laterais. Depois disso os carros ganharam uma “pintura” especial. Hehehe.

Depois o sol voltou como se nada tivesse acontecido e seguimos para a região da Crista do Galo, que fica dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. A Crista de Galo é uma formação rochosa localizada no meio do Vale do Rio Claro, possibilitando uma das vistas mais bonitas dos paredões da chapada.

Há duas opções para chegar ao início da trilha. De 4×4, que atravessa cerca de 28 km de estrada a partir do centro; ou com veículo de passeio, que não consegue chegar tão próximo das atrações – nesse caso, é preciso caminhar 5 km a mais (na ida e na volta), incluindo um trecho arenoso. Optamos pela trilha com as picapes, é claro, que nos deixou no pé da trilha que leva a Crista do Galo.

A subida é um pouco íngreme, mas nada complicada. A Crista do Galo é uma formação natural com um visual panorâmico do Vale do Rio Claro, onde a milhares de anos os movimentos das placas tectônicas e a natureza esculpiram uma “crista” de pedra que lembra a dos galos. Por isso o nome.

Panorâmica da Crista do Galo, na Chapada dos Guimarães - MT
Panorâmica da Crista do Galo, na Chapada dos Guimarães – MT

Já era fim de dia, e ainda deu pra curtir o pôr do sol na Crista do Galo. Um momento inesquecível. Não pudemos demorar muito pois nuvens escuras no horizonte indicavam que uma tempestade se aproximava. Chegamos a tempo na Pousada Penhasco antes da chuva cair. De banho tomado, fomos jantar e dormir.

3º Dia – Parque Nacional da Chapada dos Guimarães: Cachoeira Véu de Noiva e Cidade de Pedra

O terceiro dia da “Expedição Nissan: À procura do início do Brasil” foi pra fechar a viagem com chave de ouro. Começamos o dia visitando o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Pra chegar lá ainda enfrentamos alguns trechos offroad com a Nissan Frontier, nos quais os recursos de fora de estrada, segurança e novas tecnologias do utilitário foram utilizados.

Nossa chegada ao mirante da Cachoeira Véu da Noiva deixou todos boquiabertos. Formada pelas águas do Rio Coxipó, a cachoeira possui 86 metros de altura e é cercada por paredões de arenito em um vale em forma de ferradura. Cartão postal da Chapada dos Guimarães, além da cachoeira, o vale e as escarpas do morro dão ainda mais beleza ao local.

Cachoeira Véu de Noiva, na Chapada dos Guimarães - MT
Cachoeira Véu de Noiva, na Chapada dos Guimarães – MT

Nos paredões é possível encontrar ninhos de araras vermelhas, que sobrevoam a queda d´água com frequência, criando um belo espetáculo visual para os visitantes. Infelizmente esse momento não tem hora para acontecer. É preciso sorte! Mas pelas fotos que eu vi na sede do parque, garanto que deve ser de arrepiar. As revoadas acontecem normalmente bem cedinho ou no fim do dia. Anote essa dica.

Seguimos então para a Cidade de Pedra, um dos lugares mais bonitos e fantásticos da Chapada dos Guimarães. Seus paredões com até 350 metros de desnível e uma paisagem inesquecível foram esculpidos pelo vento e pela chuva. As formações rochosas lembram ruínas de uma cidade, por isso o nome do local.

Seus enormes paredões estão ninhos da arara vermelha e diversas outras aves. Vimos algumas em pleno voo. Na parte de baixo do vale nascem alguns dos córregos do parque, como o rio Mutuca e o rio Claro. Existem diversas trilhas tanto na parte alta quanto dentro do vale, mas só podem ser feitas na companhia de guias credenciados pelo parque. Há risco de cobras venenosas no local, portanto não se aventure sozinho.

Em um dos mirantes acontece um fenômeno muito legal. Basta dar um grito e o som se propaga pelo vale, bate no paredão e volta alguns segundos depois. Eu mostro isso no vídeo logo abaixo. Sem dúvidas a Cidade de Pedra foi um dos lugares que eu mais gostei de conhecer no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

ASSISTA O VÍDEO que fizemos durante nossa viagem de 3 dias na Chapada dos Guimarães. Selecionamos os melhores momentos e os lugares mais lindos que visitamos. Aproveite e se inscreva em nosso canal.

Essa expedição me mostrou que a Nissan Frontier é mais do que força. É uma combinação de tecnologias que permite extrair o máximo em desempenho dentro e fora da estrada, garantindo uma condução confortável em qualquer terreno. A linha conta com duas versões SE e LE, ambas com cabine dupla, tração 4×4 e equipadas com o novo e moderno motor diesel 2.3 com duplo turbo.

Foram 3 dias incríveis na Chapada dos Guimarães vivendo experiências que nunca mais irei esquecer. Aliás, me deixou com água na boca para voltar e conhecer as outras atrações do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e das cidades nos arredores. Veja abaixo um mapa para ter ideia da quantidade de coisas e as distâncias.

Mapa da Chapada dos Guimarães – MT

Clique aqui para ampliar o mapa.

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4 Comentário

  1. Essa expedição deve ter sido realmente incrível, ainda mais por ter contato direto com as pinturas rupestres que tanto dizem sobre nossos antepassados.

  2. Que expedição maravilhosa, pessoal! Amamos conhecer um pouquinho mais sobre a Chapada dos Guimarães. Já visitamos a Chapada Diamantina e a dos Veadeiros e ficamos encantados para visitar os Guimarães também. Como são as estradas de terra? É possível ir com um carro popular? Abraços!

    • Carrinho normal vai sofrer um pouco, ehehhe… o ideal é um carro mais alto e forte. Na época pegamos só um atoleiro, mas só os 4×4 saíram. Mas tem mtas estradas boas. Dá pra fazer quase tudo sem judiar tanto assim dele. 😉

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